”“Não compartilho meus pensamentos achando que vou mudar a cabeça de pessoas que pensam diferentemente. Compartilho meus pensamentos para mostrar às pessoas que já pensam como eu, que elas não estão sozinhas.” (autor não identificado)

terça-feira, 19 de abril de 2016

Dia do Índio; ainda há o que comemorar?

Oficialmente, todos os anos, o dia 19 de abril é dedicado aos índios nascidos em terras que os portugueses decidiram chamar de Brasil, e que hoje integram a República Federativa do Brasil.

Essa data foi instituída pelo Decreto-Lei nº 5540*, de 2 de junho de 1943.

Hoje, a mídia capitalista, salvo raríssimas excessões, ignora a data ou se a lembra, é para fazer alguma troça. Tradicionalmente a data é lembrada nas escolas, mas ultimamente os eventos e atividades, que deveriam servir para as novas gerações refletirem sobre a situação do índio no Brasil, são puramente caricatos, banais, nada acrescentando ao que velha impostura oficial determina.

Ficaria melhor o índio se fosse preservada sua Pindorama (pindó-rama / pindó-retama), nem que fosse apenas uma parte dela. Melhor do que tutelados por uma FUNAI desorientada, despreparada e perdida na burocracia, essa peçonha sem antídoto que desgraça o país.

Raposa Serra do Sol é tardia. Deverá criar mais problemas para os índios do que solucioná-los. Salvo poucos e pequenos núcleos de nativos ainda não contaminados pela cultura dominante, a grande maioria de índios já estão aculturados, sendo pouco provável que retomem sua cultura.

Melhor seria, estarem hoje como antes de 22 de abril de 1500, em sua Terra das Palmeiras.

* Texto do Decreto-Lei:

“O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, usando da atribuição que lhe confere o artigo 180 da Constituição, e tendo em vista que o Primeira Congresso Indigenista Interamericano, reunido no México, em 1940, propôs aos países da América a adoção da data de 19 de abril para o "Dia do Índio",

DECRETA:

Art. 1º É considerada - "Dia do Índio" - a data de 19 de abril.

Art. 2º Revogam-se as disposições em contrário.

Rio de Janeiro, 2 de junho de 1943, 122º da Independência e 55º da República.”

GETÚLIO VARGAS

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