”“Não compartilho meus pensamentos achando que vou mudar a cabeça de pessoas que pensam diferentemente. Compartilho meus pensamentos para mostrar às pessoas que já pensam como eu, que elas não estão sozinhas.” (autor não identificado)

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Mesmo sabendo que minha voz não tinha alcance, eu avisei!

Hoje, 12 de maio de 2016, estamos vendo a Presidente da República ter que deixar a presidência do país (mesmo que temporariamente - 180 dias), pela vontade popular, através dos seus representantes nas duas câmaras do Parlamento Brasileiro

Em 26 de setembro de 2010, uma semana antes das Eleições Gerais de 2010, publiquei em um antigo blog o texto que abaixo segue. Eu sabia que minha voz não tinha alcance para chegar aos eleitores e mesmo se chegasse, diante de tanta euforia, seria ignorada. Mas eu tinha minhas convicções, dentro de mim havia crescido uma desconfiança muito grande sobre a capacidade da candidata da situação em governar um país tão complexo como o Brasil; então eu resolvi publicar o meu pensamento. Acho que fiz bem, porque hoje me vem a certeza de que minhas desconfianças não eram infundamentadas.

Obediência à verdade como atributo fundamental


No "Teatro Grego" as personas eram máscaras usadas pelos atores que, além de lhes dar a aparência de sua representação, potenciava-lhes a voz para que fossem melhor ouvidos.

Persona também é o termo empregado "para descrever as versões de si mesmo que todos os indivíduos possuem". O indivíduo opta por uma forma de proceder que esteja em consonância com a aparência que pretenda retratar ao interatuar com outros indivíduos.

O significado de persona é máscara, porém não uma máscara formal, mas sim uma máscara social.

A candidata à presidência da república, que lidera as pesquisas de intenção de votos, tem em sua história recente um rol de acontecimentos que explicam por si só como ela lida desembaraçadamente com suas máscaras.

Dos desmentidos não sustentáveis nos episódios com a ex-secretária da Receita Federal, Lina Maria Vieira e com a ex-diretora da ANAC, Denise Abreu, e ainda na questão do relatório (dossiê) sobre as despesas do ex-presidente Fernando Henrique e da sua esposa, até o caso do inexistente mestrado em teoria econômica pela Unicamp, que aparecia no site da Casa Civil, a candidata tem se revelado hábil na arte de dissimular.

É admirável sua desenvoltura para encarnar todas as traduções que ela faz de si própria e somente uma destas traduções pode explicar a utilização, em seu site, de uma foto da atriz Norma Bengell na passeata dos cem mil, acontecida em junho de 1968, para enriquecer uma diminuta trajetória política.

Recentemente, com relação ao escândalo que envolve diretamente sua sucessora na Casa Civil, a candidata assume uma postura de quem, segundo ela mesma, não participou em momento algum do processo de nomeação de sua secretária-executiva, atribuindo tudo à uma decisão do presidente da república, quando qualquer cidadão que esteja minimamente informado sobre o assunto, sabe que a história não é bem essa.



Sobre a pessoa do presidente da república não pode pairar qualquer dúvida quanto ao seu irredutível compromisso com a verdade, sob pena de torná-lo desacreditado e dessa forma incompetente para exercer a função.

A ocasião é propícia para uma profunda reflexão de todos nós, eleitores investidos da responsabilidade de eleger nossos governantes. Não podemos e não devemos permitir que candidatos que já demonstraram pendor em manipular e subverter a verdade, se elejam e nos governem.

Sempre é sensato considerarmos o pensamento de Jacques Bénigne Bossuet, teólogo francês que viveu no século XVII e foi um profundo estudioso do comportamento humano.

"A ambição é, entre todas as paixões humanas, a mais ferina nas suas aspirações e a mais desenfreada nas suas cobiças e, todavia, a mais astuta no intento e a mais ardilosa nos planos."

Também Nicolau Maquiavel, diplomata, historiador e poeta italiano, tido como fundador do pensamento e da ciência política moderna, nos fala sobre a ambição:

"Mas a ambição do homem é tão grande que, para satisfazer uma vontade presente, não pensa no mal que daí a algum tempo pode resultar dela."

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