”“Não compartilho meus pensamentos achando que vou mudar a cabeça de pessoas que pensam diferentemente. Compartilho meus pensamentos para mostrar às pessoas que já pensam como eu, que elas não estão sozinhas.” (autor não identificado)

sábado, 25 de junho de 2016

Cartunistas 4 - Péricles

O cartunista:

Nome de Registro: Péricles de Andrade Maranhão
Nascimento: 14 de agosto de 1924
Falecimento: 31 de dezembro de 1961
Natural de: Pernambuco (Recife)
Atividade(s): Cartunista
Graduação formal: Não há registro 
Veículos de Comunicação em que trabalhou: Revista "A Cigarra" e revista "O Cruzeiro"
O cartunista Péricles desenhando o seu principal personagem
Péricles se tornou famoso com o personagem "O Amigo da Onça" que foi um grande sucesso nacional, publicado semanalmente, durante 18 anos, na revista de maior circulação do país, na época: O Cruzeiro.

A criação do personagem era um desejo dos diretores da Revista que queriam um personagem bem popular que pudesse ser publicado em todas as edições da revista, continuadamente. O nome do personagem era uma adaptação de uma anedota da época:

Dois caçadores conversam em seu acampamento:

— O que você faria se estivesse agora na selva e uma onça aparecesse na sua frente?
— Ora, dava um tiro nela.
— Mas se você não tivesse nenhuma arma de fogo?
— Bom, então eu matava ela com meu facão.
— E se você estivesse sem o facão?
— Apanhava um pedaço de pau.
— E se não tivesse nenhum pedaço de pau?
— Subiria na árvore mais próxima!
— E se não tivesse nenhuma árvore?
— Sairia correndo.
— E se você estivesse paralisado pelo medo?

Então, o outro, já irritado, retruca:
— Mas, afinal, você é meu amigo ou amigo da onça?

Algumas charges de autoria de Péricles:



A sua criação acabou sendo o motivo da sua morte. Quando "O Amigo da Onça" atingiu o sucesso, Péricles passou a odiar o personagem, pois sempre se referiam a ele como "o criador do Amigo da Onça", valorizando-se assim mais a criatura do que o criador. 

O cartunista, com problemas existenciais, suicidou-se na noite de 31 de dezembro de 1961, inalando gás de cozinha. O seu senso de humor era tão grande que antes de abrir os bicos do gás, fixou um cartaz no lado externo da porta de entrada do seu apartamento, onde podia se ler: "NÃO RISQUEM FÓSFOROS" 

Sobre Péricles, Carlos Drummond de Andrade escreveu: "A solidão do caricaturista seria talvez reação contra a personagem, que o perseguia, que lhe era necessária e que lhe travara os meios de comunicar-se e comungar com outros seres". 

"O Amigo da Onça" após a morte de Péricles:

Depois que Péricles faleceu, "O Amigo da Onça" ainda foi publicado até 1962, com a autoria de Getúlio Delphim. Todas as charges publicadas nesse período continham a seguinte legenda: 

O AMIGO DA ONÇA
CRIAÇÃO IMORTAL DE PÉRICLES
Original da Equipe de "O Cruzeiro
 "O amigo da Onça": Uma das criações assinadas pela equipe de "O Cruzeiro"
Posteriormenete, até 1972, foi publicado com a autoria de Carlos Estevão. Todas as charges publicadas nesse período continham a seguinte legenda:  

O AMIGO
DA ONÇA
CRIAÇÃO DE PÉRICLES
ORIGINAL DE
CARLOS ESTEVÃO

"O Amigo da Onça": Uma das criações assinadas por Carlos Estevão

"O Amigo da Onça" no teatro:

O cartunista Chico Caruso escreveu, em 1986, uma peça teatral, estrelada por Paulo Betti.

Fonte: Wikipédia 

Crédito das Fotos: revista O Cruzeiro

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